terça-feira, 17 de junho de 2008
anotações na madrugada
eu, que de tanto sufocá-lo em minha suposta visão da certeza, hoje deixo que ele se vá. Vá e não precisa voltar. Suas memórias foram cimentadas na matéria que me dá forma neste mundo. Não preciso mais de rédeas, deixei de ser cavalo para assumir a postura de uma gaivota. Dessas que voam por aí e só sossegam quando o corpo emite um alerta de que algo não está bem. Um vôo aprendiz. consciente. racionalidade com uma pitada de ilusão. ilusão que acalma os sentidos. outra dimensão do mundo, necessária para sobreviver.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
neguinho
quente, frio, amargo.
doce, sem personalidade.
te esperei por tanto tempo
que saudades do calor
que só você me dá.
do conforto que sinto
quando estou contigo.
venha logo, venha.
meu pretinho mais gostoso
uma revista, um livro,
um dia ensolarado
num canto qualquer.
te saboreio sem dó de ti
te experimento todos os dias
com o prazer de sempre
meu neguinho cheiroso.
doce, sem personalidade.
te esperei por tanto tempo
que saudades do calor
que só você me dá.
do conforto que sinto
quando estou contigo.
venha logo, venha.
meu pretinho mais gostoso
uma revista, um livro,
um dia ensolarado
num canto qualquer.
te saboreio sem dó de ti
te experimento todos os dias
com o prazer de sempre
meu neguinho cheiroso.
a tarde
o corpo fala
sua voz é a expressão
dos músculos, dos ossos
da derme, epiderme e células
vivas em teu ser
um pulsar da alma
a resposta mais sincera para
quem é você?
sou um corpo que balbucia
palavras de vida, de vontade
de viver e ser assim...
no meio da multidão.
um fá, um ré, um sol
talvez um si ou um lá.
não importa. os sentidos
acordam, ficam despertos.
o braço desliza, as pernas
de um lado para o outro.
o movimento anterior não será
repetido da próxima vez.
manual de instruções dirá:
pegue o que está sentindo
agora e expresse.
não julgue, não. Apenas você.
um desenho, um rabisco com
canetinha da pré-escola.
uma palavra, uma história
com quinhentas páginas.
um gesto, uma atitude,
uma opinião. e solte.
solte tudo ao vento.
um sopro. sopro de vida.
sua voz é a expressão
dos músculos, dos ossos
da derme, epiderme e células
vivas em teu ser
um pulsar da alma
a resposta mais sincera para
quem é você?
sou um corpo que balbucia
palavras de vida, de vontade
de viver e ser assim...
no meio da multidão.
um fá, um ré, um sol
talvez um si ou um lá.
não importa. os sentidos
acordam, ficam despertos.
o braço desliza, as pernas
de um lado para o outro.
o movimento anterior não será
repetido da próxima vez.
manual de instruções dirá:
pegue o que está sentindo
agora e expresse.
não julgue, não. Apenas você.
um desenho, um rabisco com
canetinha da pré-escola.
uma palavra, uma história
com quinhentas páginas.
um gesto, uma atitude,
uma opinião. e solte.
solte tudo ao vento.
um sopro. sopro de vida.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
pão doce
doce por suas palavras
por seus gestos e
seu coração. Doçura,
por suas mão sujas.
por seu silêncio acolhedor.
não entendia de economia, geografia e
tão pouco de negócios.
compreendia, sim, o ser humano.
humildade registrada em sua identidade,
olhar de criança sapeca
querendo brincar e sentir
a beleza da vida.
em dia de festa
se enfeitava todo para receber
seus amores e ser amado.
barba feita, água nos cabelos e sapato lustrado.
não sorria com os dentes,
sorria com todo o corpo.
com os braços, os olhos e
com seu grande coração.
coração maior nunca vi.
até na hora do adeus
quis poupar a tristeza
daqueles que amou.
eu não te vejo,
me esquece, me deixa,
para eu poder te esquecer
e te amar para sempre.
por seus gestos e
seu coração. Doçura,
por suas mão sujas.
por seu silêncio acolhedor.
não entendia de economia, geografia e
tão pouco de negócios.
compreendia, sim, o ser humano.
humildade registrada em sua identidade,
olhar de criança sapeca
querendo brincar e sentir
a beleza da vida.
em dia de festa
se enfeitava todo para receber
seus amores e ser amado.
barba feita, água nos cabelos e sapato lustrado.
não sorria com os dentes,
sorria com todo o corpo.
com os braços, os olhos e
com seu grande coração.
coração maior nunca vi.
até na hora do adeus
quis poupar a tristeza
daqueles que amou.
eu não te vejo,
me esquece, me deixa,
para eu poder te esquecer
e te amar para sempre.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
conversa
pega tua mão.
o corpo espera por ela.
compaixão, em forma de
desejo, que lhe chama.
dois segundos, apenas.
o suficiente para tua alma
pecadora, que derrama
lágrimas no teu peito.
o retorno para casa.
sabes o que sente e
porque ages assim.
lenta, respira. seco, olhos, seco.
o corpo espera por ela.
compaixão, em forma de
desejo, que lhe chama.
dois segundos, apenas.
o suficiente para tua alma
pecadora, que derrama
lágrimas no teu peito.
o retorno para casa.
sabes o que sente e
porque ages assim.
lenta, respira. seco, olhos, seco.
primogênito
os pratos se quebram,
o chão, esperançoso, recebe os cacos.
impressões mal interpretadas
ou, apenas, o tempo.
a rosa sempre teve espinhos e
o mundo tem os dois lados.
onipresença. Deus, será?
tudo é quente e frio.
a estrada com buracos é longa
bodhi, possível, há de surgir,
de ficar, adormecer, esparramar e
molhar o caule do amanhã.
o chão, esperançoso, recebe os cacos.
impressões mal interpretadas
ou, apenas, o tempo.
a rosa sempre teve espinhos e
o mundo tem os dois lados.
onipresença. Deus, será?
tudo é quente e frio.
a estrada com buracos é longa
bodhi, possível, há de surgir,
de ficar, adormecer, esparramar e
molhar o caule do amanhã.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
sem título
Se o mundo parasse por alguns minutos, você voltaria a fazer (ser) o que estava fazendo (sendo) antes dele parar?
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